O nosso Brasil é um país de muita história, de muitas instituições que fazem parte de um todo no nosso Brasil. Muitos lugares que vem contribuindo a muito mais de um século para tornar o nosso país um lugar melhor, e mais acessível para todas as pessoas que nele vivem. Hoje, eu vou apresentar para você a Santa Casa de Misericórdia de Manaus, um lugar que contém muita história, e que vale a pena conhecer.

Santa Casa de Manaus

Atualmente, a Santa Casa de Misericórdia de Manaus está completando os seus 119 anos, 119 anos de muita história e muito trabalhão que certamente vão ser lembrados por mais 119 anos. Torna-se evidente que o hospital começou a funcionar a partir de 1856, em casa alugada, onde eram tratados os presos e pessoas indigentes, sendo aplicada a verba inicial de R$ 600 mil. No ano de 1866, a verba foi reduzida para porém, não se comenta muito sobre isso por omissão voluntaria, no hospital, apenas nos doentes atacados de elefantíase, para eles foi criado um lazareto no Umirizal. As grandes epidemias de bexiga e varíola que assombraram o lugar, fizeram com que fosse exigida a presença de um edifício com condições melhores para poder oferecer um atendimento de qualidade ao povo que residia naquela região. Naquele período, o tratamento para essas doenças estavam sendo feitos em tendas hospitalares improvisadas, e também em enfermarias militares. O capitão de fragata Nuno Alves Pereira de Meio Cardoso cedeu generosamente uma casa de sua propriedade a fim de ser transformada em Lazareto. A Santa casa de Misericórdia, tinha como seu principal objetivo atender aqueles que se encontravam realmente necessitados. A necessidade de ter um estabelecimento que fosse capaz de abrigar os mais necessitados, e imigrantes que vinham para o Brasil, sem família e sem abrigo, deu origem a Santa Casa no Brasil. Em Manaus, durante o governo do Herculano Ferreira Pena, decidiu-se criar o hospital de caridade. Três anos depois após ter tomado essa decisão, as obras iniciaram, e somente 27 anos após as obras terem iniciado que foi realmente entregue à população daquele local, o hospital da caridade. O hospital, apesar de se tratar de um hospital aberto ao público, ele ofereceria as melhores condições cirúrgicas da época. Pois ele era equipado com 7 salas muito bem arquitetas, com todos os equipamentos necessários para que fossem feitas qualquer cirurgia que para a época, era possível. Conforme os anos foram passando, as modernizações do lugar foram acontecendo, como por exemplo, a sua fachada que recebeu um revestimento em granítica, um material que lembrava muito a Santa Casa de Lisboa, que para quem não sabe, foi a instituição que inspirou todas as Santas Casas que foram construídas no Brasil. Além da modernização de toda a estrutura, veio junto com ela, a modernização dos centros cirúrgicos do local, que acabaram se tornando referencia para todos os outros hospitais da região. No ano de 1960, a Santa Casa de Manaus foi reconhecida como sendo Filantrópica. No dia 14 de Janeiro de 1970, foi quando ocorreu uma tragédia no local. Uma explosão originada de uma caldeira que se encontrava na lavanderia da Santa Casa de Misericórdia, causando a morte de três pessoas e 15 ficaram feridas. Essa tragédia gerou muitas contradições, pois de acordo com os funcionários que trabalhavam no hospital na época, eles afirma que a caldeira estava em péssimas condições, e por conta disso, acabou explodindo. Em 2002, a Santa Casa de Misericórdia recebe o seu premio por conta da qualidade hospitalar que a instituição era capaz de oferecer, porém, no ano de 2004, a Santa Casa de Misericórdia de Manaus acaba sendo obrigada a fechar as portas para o público brasileiro da região sobe a alegação de problemas financeiros. Por meio do decreto 35.301, de Outubro de 2014, foi determinada a desapropriação do terreno que continha mais de 10 mil metros quadrados, em caráter de urgência. Contudo, no mesmo ano, o governo brasileiro anunciou que iria transformar a Santa Casa em um hospital voltado para o atendimento de crianças e adolescentes com câncer. Porém, o prédio que foi fechado no ano de 2004, segue abandonado até os dias de hoje. O local se tornou abrigo de moradores de rua e alguns animais.